Parque Estadual Mata dos Godoy

Parque Estadual Mata dos Godoy (PEMG)

 

Localização:
Londrina

Horário de Atendimento:
De terça a sexta-feira: das 8h30 às 17h30.
Aos domingos e feriados: das 13h30 às 17h.

Gerente:
Leliana Casagrande

Contato:
E-mails: lelianacl@iap.pr.gov.br ou pematadosgodoy@iap.pr.gov.br
Telefones: (43) 3373-8720 ou (43) 3373-8700

Como chegar:

O acesso por via terrestre ao Parque é a partir de Londrina, através da rodovia PR-538 a uma distância de aproximadamente 18 km.

De outras localidades o acesso deve ser realizado até a Londrina e posteriormente até a sede do Parque.

A linha de ônibus que passa em frente ao Parque é a Londrina/São Luiz.

 

O 1º marco de Londrina surgiu em 1929 numa região conhecida como Três Bocas. Como o desenvolvimento da região ocorreu rapidamente, houve destruição das exuberantes florestas que ali existiam.

O Parque Estadual Mata dos Godoy, com área de 690,1756 hectares, foi criado para proteger um dos últimos remanescentes de Floresta Subtropical. Até 1989, a área do Parque pertencia à família Godoy e fazia parte da Fazenda Santa Helena. 

Em função de sua preocupação com a preservação da natureza, o Sr. Olavo Godoy manteve a floresta preservada, permitindo a sobrevivência de espécies de fauna e flora da região. Como esta preocupação ainda é observável nas comunidades do entorno, é possível encontrar áreas de floresta ainda bem preservadas, algumas inclusive com mata primária, possibilitando, portanto, a manutenção de corredores de biodiversidade e inter-relação com a mata do Parque.

 

As atividades de educação ambiental são desenvolvidas no Centro de Visitantes onde são repassadas informações gerais sobre o Parque e apresentado um vídeo contendo noções de preservação do patrimônio natural. Após a recepção, são realizadas as trilhas. A choupana é utilizada como local de descanso. As atividades educativas são monitoradas e é necessário agendar horário com antecedência.

Existem 3 trilhas abertas à visitação: Trilha do Projeto Madeira, Trilha Interpretativa ou das Perobas e Figueiras, e Trilha Álvaro Godoy ou dos Catetos. As trilhas são utilizadas para lazer em contato com a natureza, pesquisa e educação ambiental.

Trilha do Projeto Madeira: Esta trilha se inicia atrás do Centro de Visitantes, passando por uma área de reflorestamento de espécies nativas, denominada Projeto Madeira, e chegando na área de descanso (Choupana), por um percurso linear de 540 metros.

Trilha das Perobas e Figueiras: Após atravessar a trilha do Projeto Madeira e chegar à Choupana, tem-se acesso à trilha das Perobas e das Figueiras, que possui um trecho circular, passando por uma área de mata fechada e voltando para a área de descanso. O retorno ao Centro de Visitantes se faz pelo trecho inicial. Os atrativos desta trilha são as Perobas e Figueiras Brancas que apresentam exemplares de grande porte no trecho de mata fechada.

Trilhas dos Catetos (Antiga Trilha Álvaro Godoy): Após atravessar a trilha do Projeto Madeira e chegar à Choupana, tem-se acesso a uma trilha larga e retilínea que adentra a mata fechada e termina no limite Noroeste do Parque, retornando pelo mesmo caminho da ida.

 

O Parque Estadual Mata dos Godoy é seguramente um dos remanescentes mais bem conservados da Floresta Estacional Semidecidual no Norte do Paraná em termos florísticos. Possivelmente seja, após o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Estadual do Rio Guarani, ambos no Oeste, a porção mais importante dessa formação florestal extremamente ameaçada pela ação desordenada do homem no espaço territorial paranaense, no último século.

O Parque também é importante por abrigar espécies hoje raramente observadas. De acordo com a Lista Vermelha das plantas ameaçadas de extinção (SEMA/GTZ, 1995), podemos destacar o Caju-do-campo (Astronium graveolens), o Mamão-do-mato (Jacaritia spinosa), o Rabo-de-bugio (Lonchocarpus muehlbergianus), o Jacarandá (Machaerium paraguariense), a Cabreúva (Myrocarpus frondosus), a Peroba (Aspidosperma polyneuron), o Guaçatunga (Casearia gossypiosperma), o Pau-marfim (Balfourodendron riedelianum) – todas consideradas raras.

Há 65 espécies de mamíferos no Parque, e destas, podemos destacar: Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), Tatu (Dasypus novemcinctus), Macaco-prego (Cebus apella), Onça-parda (Puma concolor), Lontra (Lontra longicaudis), Quati (Nasua nasua), Anta (Tapirus terrestris), Capivara (Hidrochaerys hidrochaerys) e o quase extinto Gato-mourisco (Herpailurus yaguarondi).

Os principais estudos realizados neste Parque indicaram a presença de 282 espécies de aves e as principais são: Tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus), Araçari-de-bico-branco (Pteroglossus aracari), Jacutinga (Pipile jacutinga), Macuco (Tinamus solitarius), Gralha-picaça (Cyanocorax chrysops) e Urubu-rei (Sarcoramphus papa).

 

Cadastro: Ao ingressar no Parque o visitante preenche um cadastro onde são registrados alguns dados esses dados são de extrema importância para a segurança dos visitantes e também gerar estatística para melhoria no Parque.

Equipamentos importantes: Roupas adequadas, repelente e lanches.

Atividades proibidas:

  • Colabore com a conservação do Parque acondicionando o lixo nos lugares devidos;
  • É expressamente proibido adentrar na Unidade com qualquer tipo de arma;
  • O trânsito de veículos é restrito ao estacionamento;
  • É expressamente proibido: coletar plantas, capturar animais ou retirar outros materiais do Parque;
  • O uso de aparelhos sonoros e instrumentos musicais deverão ser feito somente com autorização da Gerência;
  • Não é permitida a entrada e permanência de animais domésticos.