Parque Estadual de Ibicatu

Parque Estadual de Ibicatu (PEI)

 

Localização:
Centenário do Sul

Horário de Atendimento:
De segunda-feira a domingo e feriados, das 8h às 18h.

Gerente:
Raquel Fila Vicente

Contato:
E-mails: raquelfv@iap.pr.gov.br ou pfibicatu@iap.pr.gov.br
Telefone: (43) 3623-4201

Como chegar:

Através da Rodovia PR-450 que liga as cidades de Porecatu e Centenário do Sul, com acesso pela estrada municipal da Vila Progresso. Existe linha de ônibus da Viação Ouro Branco até a Vila Progresso a cerca de 2 km do Parque.

 

O Parque Estadual Ibicatu foi criado através do Decreto nº 4.835 de 15 de fevereiro de 1982, às margens do Ribeirão Tenente e do Córrego Palmital, e protege uma área de rico patrimônio natural dos municípios de Centenário do Sul e Porecatu no Estado do Paraná.

Tem como objetivo principal preservar parcela da floresta que ocorria na região, habitat natural da fauna e flora típicas da Floresta Estacional Semidecidual, porém, com características de transição apresentando interessantes vestígios de vegetação pretérita de ocorrência em climas mais secos, contendo espécies raríssimas em solo roxo, o que suscita estudos mais profundos. Esta Unidade de Conservação contribui para preservação da biodiversidade natural, visando à proteção da fauna e da flora nativa especialmente em perigo de extinção ou ameaçada na região, conservando os recursos genéticos e também propiciando a recuperação natural de vegetação nativa, onde em outras épocas ocorreu uma exploração seletiva com retirada de exemplares das espécies da madeira nobre, inclusive recuperando algumas áreas antes convertidas para uso agrícola.

Atualmente com 302,74 hectares, após ampliação através do Decreto nº 5181 de 30 de julho de 2009, quando houve o acréscimo de 245,73 hectares à área original de 57,01 hectares, o Parque que integra o patrimônio natural do Estado do Paraná, também possibilita atividades de recreio e educação ambiental, bem como permite atividades de pesquisa científica, especialmente de caráter biológico ou ecológico. 

Entre os atrativos do Parque, destaca-se a visitação orientada além de banhos de rio e piqueniques.

Origem do nome e do Parque:

O Parque foi criado através de um acordo com o proprietário da Fazenda Jangadinha, quando a área de floresta que era parte da reserva legal desta e a porção mais preservada, foi permutada por área equivalente já explorada, considerada terra devoluta.

Seu nome foi escolhido através de concurso realizado entre estudantes das escolas da região e era o nome da fazenda mais antiga da região, a qual se denominava Ibicatu.

Mais recentemente, após estudos técnicos se buscou ampliar a área do Parque para proteger melhor os recursos naturais do entorno e propiciar condições mais adequadas de sobrevivência de espécies da flora e fauna nativas, utilizando princípios de ecologia da paisagem. Assim foram incluídas áreas com potencial de preservação e reforçados os Corredores de Biodiversidade do entorno, visando a manutenção de processos ecológicos.

 

Os visitantes do Parque podem caminhar por trilhas interpretativas, contemplar a paisagem, banhar-se na área permitida no Ribeirão Tenente, realizar piqueniques, observar as espécies de fauna e flora e desenvolver pesquisas científicas, com a devida autorização do IAP.

Área de uso público: Ao chegar no Parque, o visitante passará pela recepção, onde será feito seu cadastro, visando sua segurança durante a visitação da área, e onde lhe serão repassadas informações gerais sobre o Parque. Ali há local para estacionamento, materiais educativos e informativos sobre o Parque, sanitários e água potável.

Ao descer, o visitante chega a um local arborizado à margem do Ribeirão Tenente onde encontrará local para descanso e relaxamento, sendo permitidos piqueniques, com uma estrutura com mesas e bancos.

Trilha interpretativa maior: 2.600 metros – trecho de estrada desde a porteira de entrada até a recepção que passa por dentro da floresta protegida e onde pode-se contemplar a vegetação nativa.

Trilha interpretativa menor: 600 metros (ida e volta) – segue margeando o Ribeirão Tenente até um ponto do rio, onde ocorre uma pequena cachoeira, cruzando pequeno riacho.

 

Entre as espécies florestais destacam-se o jequitibá (Cariniana legalis), peroba (Aspidosperma polyneuron), canafístula (Peltophorum dubium), guaritá (Kleinodendron sp), jaracatiá (Jaracatia spinosa), figueira (Ficus sp), predominando o pau-d'alho (Gallesia gorarema) que é a espécie mais expressiva em frequência, dominância e abundância. Existem também florestas secundárias em estágio médio a avançado de regeneração (1,55%) ocupando parte dos barrancos declivosos do Ribeirão Tenente (influência aluvial) e a divisa leste do parque.

A formação vegetacional de ocorrência no Parque é a Floresta Estacional Semidecidual Submontana, da qual apenas 3,2% estão protegidos por Unidades de Conservação de Proteção Integral no Estado do Paraná.

A cobertura vegetal primitiva da região era composta por Floresta Estacional Semidecidual (florestas tropicais). Esta região fitogeográfica desenvolve-se sobre topografia suave-ondulada e solos férteis (latossolo vermelho-escuro), altitude média de 400 m de altitude e onde a precipitação média está em torno de 1.400 mm, com dois a três meses de estação seca, podendo apresentar até 50% das espécies arbóreas dominantes deciduais (perdem as folhas) no período desfavorável. Esta floresta sofreu intensamente com o desmatamento para expansão da fronteira agrícola devido a sua localização sobre muitos solos férteis, restando atualmente 8,2 % da floresta original.

A cobertura florestal de mata nativa do município de Centenário do Sul está em torno de 3,7% e de Porecatu está em torno de 4,85% (IPARDES, 1993). 

A fauna que ocorre na região do Parque é caracterizada por espécies de pequeno porte, com mamíferos como o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), cutia (Dasyprocta azarae), quati (Nasua nasua) e gambá (Didelphis marsupialis), além de paca (Agouti paca), lagarto teiú (Tupinambis sp) e jaguatirica (Felis pardalis). Entre as aves da região podemos encontrar a gralha-picaça (Gonocorax chrysops), maritaca (Pionus maximiliani), jacu-açu (Penelope obscura), anu-preto (Crotophaga ani) e alma-de-gato (Piaya cayana). São cerca de 30 espécies para a avifauna, 10 espécies para mamíferos, 7 espécies para a ictiofauna e 17 ordens de insetos, entre outros.

Devido ao grande desmatamento da região sobraram reduzidas áreas de refúgio aos animais e muitas espécies foram levadas à extinção local, principalmente os animais de grande porte, mais suscetíveis à caça, e sem área suficiente para sua sobrevivência

 

Cadastro: Ao chegarem ao Parque, os visitantes preenchem um cadastro que lhes permite a entrada na unidade de conservação. Este documento é de extrema importância para a segurança dos mesmos. Ao retornarem das atividades, os visitantes devem avisar a administração do Parque.

Equipamentos importantes: Como não há lanchonete no Parque, é interessante levar lanches. Calçados adequados e confortáveis, roupas leves, protetor solar, repelente, chapéu e máquina fotográfica são importantes para uma boa caminhada.

Atividades proibidas:

  • Qualquer tipo de comércio ambulante na área do Parque;
  • Acampar;
  • Churrasco sem utilização de churrasqueiras portáteis;
  • Entrada de animais domésticos;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Sair fora das trilhas previamente demarcadas;
  • Banhar-se em locais não autorizados;
  • Uso de som em alto volume;
  • Porte de facas, facões, foices, ou quaisquer outras ferramentas manuais de corte, arma de fogo, motosserras, e equipamentos que causem distúrbios sonoros na área;
  • Coletar, depredar, entalhar e desgalhar as espécies arbóreas nativas nas diversas áreas do Parque.
  • A prática de qualquer atividade que possa provocar incêndios na área;
  • O abandono de lixo, detritos de qualquer natureza ou outros materiais que maculem a integridade paisagística, sanitária ou cênica da área;
  • Caçar, pescar, coletar e apanhar peças do meio físico e de espécimes da flora e da fauna em todas as zonas de manejo, ressalvadas aquelas com finalidades científicas, desde que autorizadas pelo IAP – Diretoria da Biodiversidade e Áreas Protegidas (DIBAP);
  • Alimentar e assustar os animais.

Para a sua segurança:

  • Cadastre-se. O cadastro é sua garantia de socorre em uma emergência;
  • Obedeça a sinalização e a orientação dos funcionários e voluntários;
  • Evite caminhar sozinho ou em grupos muito grandes;
  • A visita ao Parque é realizada por trilhas, evite danos ao meio ambiente não saindo das trilhas indicadas;
  • Em caso de acidente, procure avisar a administração do Parque o mais rápido possível;
  • No Parque há telefone de uso exclusivo da administração e não há sinal para celular;
  • Há um sistema de rádio comunicação que auxilia em casos de emergência.