Parque Estadual de São Camilo

 

Parque Estadual de São Camilo (PESC)

 

Localização:
Palotina

Horário de Atendimento:

De terça-feira a domingo e feriados, das 8h às 18h.

Gerente:
Norci Nodari

Contato:
E-mail: norcinodari@iap.pr.gov.br
Telefone: (45) 3252-2270

 

Como chegar:

O acesso rodoviário ao município de Palotina pode ser realizado pelas rodovias estaduais PR-182 e PR-364, ou pela rodovia federal BR-467. Existem linhas de ônibus para o município a partir da capital do Estado, Curitiba, e a partir de outros municípios da região. Já o aeroporto mais próximo situa-se em Cascavel, para onde existem voos regulares a partir de Curitiba.

 

O Parque Estadual de São Camilo foi criado como Reserva Biológica de São Camilo, através do Decreto nº 6.595, em 22 de fevereiro de 1990, com uma área de 385,34 hectares no município de Palotina, no sudoeste/oeste paranaense. A área, já logo após sua criação, começou a ser utilizada pela população da região como local de lazer e visitação, atividades que legalmente não são permitidas para a categoria “Reserva Biológica”. Com a finalidade de não somente preservar a biodiversidade local, mas também permitir a visitação, atividades de lazer e educação ambiental, o IAP recomendou a recategorização da Unidade de Conservação para a categoria de “Parque Estadual”, alteração que deverá ser oficializada por Decreto do Governo do Estado do Paraná. 

A área tem como objetivo primário proteger a fauna e flora da região, pois abriga áreas de cobertura vegetal em avançado estágio de recuperação, possibilitando a sua preservação, e representa um refúgio para a fauna, sendo um dos últimos fragmentos florestais de porte considerável na região. 

Nesse sentido, o Parque é considerado um dos poucos fragmentos florestais da região e está inserido no Corredor de Biodiversidade Caiuá-Ilha Grande, com o objetivo de possibilitar a conexão com outras Unidades de Conservação através das suas matas ciliares, tornando-se assim, de grande interesse à conservação. Para o Estado do Paraná, o Parque traz uma série de benefícios, como a proteção da Floresta Estacional Semidecidual da Bacia do Rio Paraná.

O nome da Unidade foi definido em função do Rio São Camilo, às margens do qual se localiza a área. 

Caminhada na Trilha da Ponte: Com 640 metros, a trilha é a principal atração do Parque. Possui fácil acesso e as principais espécies encontradas ali são: pau–marfim (Balfourodendrom riedelianum), angico (Parapiptadenia rigida), canafístula (Peltophorum dubium), cedro (Cedrela fissilis), painera (Chorisia speciosa), pitangueira (Eugenia uniflora), guavivoreira (Campomanesia xanthocarpa), gajuvira (Patagonula americana), louro-branco (Bastardiopsis densiflora), canelas (Ocotea spp., Endlicheria paniculata, Nectandra megapotamica e N. Lanceolata), jaracatiá (Jaracatia spinosa), etc.; 

Além de demais atividades, como: contemplação da natureza, atividades de educação ambiental, voluntariado na UC, descanso nos quiosques ao lado do lago artificial e recepção e atendimento no Centro de Visitantes.

Em relação à flora, o Parque abriga populações de espécies próprias da Floresta Estacional Semidecidual de grande interesse em conservação, sendo presentes muitas espécies arbóreas com indivíduos de grande porte. As espécies mais comuns são: angico (Parapiptadenia rigida), cedro (Cedrela fissilis), guajuvira (Patagonula americana), louro-branco (Bastardiopsis densiflora), canelas (Ocotea spp., Endlicheria paniculata, Nectandra megapotamica e N. Lanceolata), maria-preta (Diatenopteryx sorbifollia), alecrim (Holocalyx balansae), canafístula (Peltophorum dubium), farinha-seca (Albizia hasslerii), pessegueiro-bravo (Prunus sp.), peroba (Aspidosperma polyneuron), entre outros. 

Quanto às espécies de mamíferos, podem ser encontrados na UC: mão-pelada (Procyon cancrivorus), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), bugio (Alouatta sp.) e o veado (Mazama sp.). 

Dentre as espécies de cobras observadas na Unidade, citam-se a caninana (Spilotes pullatus) e a muçurana (Cleliaplumbea). Também merecem destaque, as serpentes (Dipsas indica bucephala - dormideira), a coral-verdadeira (Micrurus corallinus), a jararaca-comum (Bothrops jararaca) e a cobra cipó (Leptophis ahaetulla). 

Quanto às espécies de répteis aquáticos, destaca-se o jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) habitando os banhados da porção noroeste da Reserva e um indivíduo solitário da tartaruga norte americana Trachemys scripta

 

Cadastro: Ao chegarem ao Parque, os visitantes são recepcionados no Centro de Visitantes, onde preenchem um cadastro que lhes permite a entrada na Unidade de Conservação. Este documento é de extrema importância para a segurança dos mesmos. Ao retornarem das atividades, os visitantes devem avisar à administração da Unidade. 

Equipamentos importantes: Como não há lanchonete no interior da UC, para uma boa caminhada é importante levar: água suficiente para o grupo, lanches e roupas apropriadas (calça, camiseta, boné), tênis confortável, protetor solar, repelente contra insetos, máquina fotográfica e um binóculo também seria recomendável. 

Atividades proibidas:

  • A permanência no Parque fora do horário de visitação, com exceção dos funcionários e pessoas autorizadas pela administração da Unidade; 
  • As coletas e apanha de espécimes da fauna e da flora, ressalvadas aquelas com finalidades científicas, desde que devidamente autorizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA); 
  • O consumo de bebida alcoólica no interior da Unidade; 
  • Os usuários sejam visitantes, voluntários ou funcionários da Reserva, serão responsáveis pelas instalações que ocuparem; 
  • O ingresso no Parque, de pessoas portando armas, fogos de artifício, materiais ou instrumentos destinados à caça, pesca ou quaisquer outras atividades prejudiciais à fauna e flora locais; 
  • O banho nas águas no interior do Parque; 
  • O uso do fogo, salvo em condições de controle do mesmo, sendo estritamente proibido quando possa colocar em risco a integridade dos recursos do Parque; 
  • Lançar quaisquer produtos ou substâncias químicas, resíduos líquidos ou sólidos não tratados de quaisquer espécies, nocivas à fauna e flora em geral, em águas no interior do Parque, bem como no solo e no ar, exceto para casos especiais autorizados pelo IAP.