Parque Estadual de Vila Velha

Parque Estadual de Vila Velha (PEVV)

 

Localização:
Ponta Grossa

Horário de Atendimento:
O Parque funciona de quarta a segunda-feira, das 08h30 às 15h30 horas. É aconselhável para melhor aproveitar o passeio, chegar ao Parque no período da manhã ou logo após o almoço (13h), devido a extensão do trajeto e tempo necessário para visitar todos os atrativos.

Gerente:
Juarez Baskoski

Contato:
E-mail: pevilavelha@iap.pr.gov.br
Telefone: (42) 3228-1539

 

Como chegar:

Pela Rodovia BR-376, importante corredor viário que liga o Litoral, passando por Curitiba, às regiões Norte, Noroeste e Sudoeste do Estado. A Rodovia é pedagiada e encontra-se em bom estado de conservação, possuindo duas pistas para cada sentido. Partindo de Curitiba há dois pedágios para se chegar ao Parque Estadual de Vila Velha. Existem duas linhas de ônibus que passam em frente ao Parque, que são operacionalizadas pelas empresas Princesa dos Campos (partindo de Curitiba) e pela Viação Campos Gerais (partindo de Ponta Grossa). 

 

O Parque de Vila Velha foi criado pelo Decreto nº 1.292 de 12 de outubro de 1953, com a finalidade de preservar as formações areníticas de grande valor cênico e parcelas representativas dos campos nativos do Paraná. Tombado em 1966, pelo Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, o Parque possui, em seus 3.122,11 hectares, diversos atrativos dentre os quais se destacam os Arenitos, as Furnas e a Lagoa Dourada.

Durante os últimos 600 milhões de anos, a ação dos ventos e das chuvas foram responsáveis por esculpir gigantescos arenitos que se sobressaem na paisagem. Alguns desses arenitos lembram figuras como: índio, noiva, garrafa, bota e a famosa taça, cartão postal e símbolo do Parque.

As Furnas, caracterizadas como crateras areníticas circulares de grande diâmetro e paredes verticais de até 100 metros de profundidade, assim como os Arenitos, podem ser visitadas.

A Lagoa Dourada, outro atrativo do Parque, possui a mesma origem das Furnas e é um importante local para a reprodução de peixes como a traíra, o bagre e a tubarana.

Os aspectos geológicos e a vegetação natural formada pelos campos nativos realçam a beleza cênica local.

 

A lenda:

Existe uma bonita lenda que conta a história da formação de Vila Velha. A lenda de Vila Velha, ou de Itacueretaba ("cidade perdida de pedra") é de domínio popular e não se sabe a proveniência da narrativa. Ela exalta a riqueza dos antigos índios que habitavam o local, numa narrativa entremeada de grandes guerreiros, amores e traições, além de tesouros legados por deuses.

Segundo a lenda, esse recanto foi escolhido pelos primitivos habitantes para ser o Abaretama, "terra dos homens", onde esconderiam o precioso tesouro "itainhareru". Tendo a proteção de Tupã, era cuidadosamente vigiado pelos apiabas, varões escolhidos entre os melhores homens de todas as tribos. Os apiabas desfrutavam de todas as regalias, porém era-lhes vedado o contato com as mulheres, mesmo de suas próprias tribos.

A tradição dizia que as mulheres, estando de posse do segredo do Abaretama, revelariam aos quatro ventos e, chegada a notícia aos ouvidos do inimigo, estes tomariam o tesouro para si. 

Dhui fora escolhido para chefe supremo dos apiabas. Entretanto, não desejava seguir aquele destino. Seu sangue se achava perturbado pelo fascínio feminino. As tribos rivais, ao terem conhecimento do fato, escolheram Aracê Poranga para tentar o jovem guerreiro e tomar-lhe o coração para conseguir o segredo do tesouro. 

Não foi difícil Aracê se apaixonar completamente por Dhui. Numa tarde primaveril, Aracê veio ao encontro de Dhui trazendo uma taça de "uirucuri", o licor de butias, para embebedar Dhui. No entanto, o amor já se assenhorava de sua razão e ela também tomou o licor, ficando ambos sob a sombra de um Ipê, languidamente entrelaçados. 

Tupã vingou-se, desencadeando um terremoto que abalou toda a planície. Abaretama, completamente destruída, tornou-se pedra. O tesouro de ouro fundiu-se e liquidificou-se, transformando-se na Lagoa Dourada. Os dois amantes, castigados, foram petrificados um ao lado do outro. Junto a eles ficou a taça, igualmente petrificada. E foi assim que Abaretama se tornou Itacueretaba. 

 

Sobre o clima Regime térmico:

A localização do Parque Estadual de Vila Velha, aliada a um regime de chuvas relativamente bem distribuídas, condiciona um clima ameno durante o verão, com invernos relativamente frios. 

Os meses de janeiro e fevereiro são os mais quentes do ano, com temperatura média mensal de 21,4 C°, média das máximas de 27,2 C° e média das mínimas de 17,2 C°. O mês mais frio do ano é julho, apresentando média mensal de13,8 C°, média das máximas de 20,2 C° e média das mínimas de 9,1 C°. A temperatura média anual é de 17,4 C°.

As temperaturas mais extremas (máxima absoluta e mínima absoluta) registradas na área do Parque desde 1954, oscilaram entre 36,2 C° em janeiro e -6 C° em julho, evidenciando as diferenças marcantes entre as estações do ano.

 

Sobre o clima Regime pluviométrico:

A região do Parque de Vila Velha apresenta um total anual médio de 1554 mm de precipitação. A estação chuvosa inicia-se em setembro, mas são freqüentes as ocorrências de períodos secos de curta duração (veranicos) durante o mês de novembro e início de dezembro.

O mês de janeiro é o mais chuvoso do ano, totalizando uma média de 168 mm, seguido de fevereiro com 162 mm. Embora haja redução das chuvas durante o inverno, o volume médio é considerado satisfatório para atender a demanda hídrica das plantas, pois nesta época do ano as perdas por evaporação e transpiração também são reduzidas.

O mês de agosto é o mais seco do ano, com precipitação média de 78 mm.

Nos meses de julho e agosto o número de dias com chuva é praticamente a metade dos meses de dezembro a março. O número de dias aproveitáveis para passeios no Parque é maior entre abril e agosto. Nos meses de janeiro e fevereiro, somente 50% dos dias, em média, não têm chuva.

 

Os fenômenos naturais de Furnas aliados a uma interpretação ambiental desenvolvida por especialistas, potencializam a vocação turística do Parque.

Arenitos: Os Arenitos são o mais importante atrativo do Parque Estadual de Vila Velha, e estão dotados de toda estrutura necessária para atendimento ao visitante, visando, com isso, minimizar os impactos negativos do uso público sobre um importante patrimônio geológico do Paraná.

No núcleo onde ocorre a visitação dos Arenitos estão disponíveis o Centro de Visitantes e a estrutura de apoio e segurança aos visitantes.

Lagoa Dourada: A Lagoa Dourada, pela exuberante cristalinidade de suas águas e seus inúmeros cardumes de peixes visíveis a olho, é um atrativo de relevância, que incrementa a visitação da área.

Furnas: As Furnas se destacam pela peculiaridade de sua formação e são locais propícios para o desenvolvimento de atividades integradas à natureza.

Outros aspectos naturais: A composição da vegetação natural caracterizada por campos que circundam os remanescentes de pequenos capões de floresta de araucária, distribuídos na área do Parque, formam um potencial para o desenvolvimento de atividades de educação ambiental.

Atividades: Os visitantes podem caminhar por trilhas interpretativas, contemplar a paisagem, participar de atividades de Educação Ambiental, observar espécies da fauna e da flora, fotografar a natureza e desenvolver pesquisas científicas, com a devida autorização do IAP.

Centro de Visitantes: Ao chegar ao Parque, o visitante passará pelo Centro de Visitantes, onde lhe serão repassadas informações gerais com a exibição de um vídeo educativo/informativo sobre o Parque e a região dos campos gerais. É no Centro de Visitantes que está a infraestrutura de apoio como auditório, lanchonete, administração, centro de informações, sanitários e fraldário. Após as orientações, o visitante desloca-se por meio de transporte interno até as áreas de visitação (Arenitos, Furnas e Lagoa Dourada), onde fará o percurso acompanhado de condutores e monitores. 

Trilha Arenitos e Bosque: Auto-guiada, com 2.671 m de extensão, grau de dificuldade leve, com tempo aproximado para o percurso = 2 horas. Nesta trilha o visitante pode observar as formações rochosas areníticas, a fauna e flora locais, e podem ser aplicadas dinâmicas de interpretação ambiental pelos monitores e voluntários. Capacidade de suporte conforme determinado no Plano de Manejo - 815 pessoas/dia. Tempo de deslocamento do Centro de Visitantes até o início da trilha, com transporte interno do Parque - 5 minutos.

  • Opção 1: Trilha Completa (Arenito e Bosque);
  • Opção 2: Meia Trilha (Arenitos) - 1.100 metros, tempo previsto para o percurso = 40 minutos;
  • Opção 3: Taça - 150 metros, tempo previsto para o percurso = 15 minutos;
  • Opção 4: Taça e Bosque - 1.600 metros, tempo previsto para o percurso = 1 hora.

Trilha Furnas: Auto-guiada, com 500 metros de extensão, grau de dificuldade leve, de formato circular, permite acesso ao mirante, a Furnas 1 e 2. Tempo previsto para o percurso = 1 hora. Capacidade de suporte conforme determinado no Plano de Manejo - 349 pessoas/dia. Tempo de deslocamento do Centro de Visitantes até o início da trilha, com transporte interno do Parque = 20 minutos.

Trilha Lagoa Dourada: Guiada, com 400 metros de extensão, grau de dificuldade leve, tem formato linear, com largura 2 metros, permitindo a circulação de pessoas nos dois sentidos. A trilha possibilita o acesso à lagoa para observação do ambiente e fauna aquática. Tempo previsto para o percurso = 40 minutos. Capacidade de suporte conforme determinado no Plano de Manejo - 558 pessoas/dia. Tempo de deslocamento do Centro de Visitantes até o início da trilha, com transporte interno do Parque = 20 minutos.

Destaca-se que, visando evitar processos erosivos, as trilhas encontram-se calçadas em toda sua extensão. São pavimentadas com rochas que apresentam características similares às dos arenitos. Com isto, procurou-se oferecer maior segurança ao visitante durante a caminhada e minimizar os impactos produzidos pelo uso público. As trilhas contam com paradas estratégicas para observação, contemplação e interpretação do ambiente. 

Quiosques: Estão localizados a 400 metros do estacionamento. Há no local água potável, sanitários, pontos de descanso e relaxamento, sendo permitido lanches frios (piqueniques). A utilização dos quiosques não implica em custos adicionais para o visitante.

 

A flora da região é influenciada diretamente pela presença dos arenitos que fazem desta área a mais elevada do Paraná. A vegetação estabelecida sobre estas formações, ou refúgios vegetacionais rupestres, contempla uma grande variedade de espécies desenvolvidas sobre as rochas e nos nichos e fendas das mesmas. Plantas herbáceas rupestres predominam nestas regiões e em locais com solo mais desenvolvido podem-se observar vegetações transicionais como o estepe stricto sensu e a savana gramíneo-lenhosa. Plantas arbóreas de pequeno porte e arbustos com até 3 metros são encontradas entre os arenitos e nas fendas das rochas com maior sombreamento.

Na fauna existe muitas espécies de grande importância ambiental, raras, endêmicas e ameaçadas de extinção eram originalmente encontradas no Parque Estadual de Vila Velha, como por exemplo: o bugio-ruivo (Alouatta guariba), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a onça-parda (Puma concolor) e a onça-pintada (Panthera onca). Destas, apenas o lobo-guará ainda é encontrado na região. Tal fato evidencia a importância da conservação da área para a proteção da fauna local.

Quatorze espécies de aves registradas são consideradas ameaçadas de extinção, significando 6% do total de espécies inventariadas na região, sendo que destas, 5 espécies estão mundialmente ameaçadas: a águia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus), o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), a noivinha-de-rabo-preto (Heteroxolmis dominicana), o galito (Alectrurus tricolor) e o caminheiro-grande (Anthus nattereri).

 

Agendamento: O agendamento é somente para grupos organizados (excursões e escolares) acima de 15 pessoas. Deve ser agendado com 10 dias de antecedência, pelo e-mail pevilavelha@iap.pr.gov.br.

Valor do passeio completo nos finais de semana: R$ 28,00 (Arenitos, Furnas, Lagoa Dourada e guia)

Valores Arenitos:

  • Valor Integral: R$ 15,00
  • Brasileiros: R$ 10,00
  • Residentes em Ponta Grossa (com comprovante de residência): R$ 5,00
  • Estudantes (com carteirinha): R$ 5,00

Valores Furnas e Lagoa Dourada:

  • Valor Integral: R$ 10,00
  • Brasileiros: R$ 8,00
  • Residentes em Ponta Grossa (com comprovante de residência): R$ 4,00
  • Estudantes (com carteirinha): R$ 4,00

Valor do guia:

  • Sexta-feira, sábado e domingo: R$ 10,00 (valor único acima de 6 anos)
  • Segunda, quarta e quinta-feira e grupos agendados acima de 15 pessoas: R$ 180,00

Observação: Os valores arrecadados na Bilheteria são revertidos integralmente na estruturação e manutenção do Parque.

Isentos (subsídio para brasileiros): 

  • Escolas públicas, desde que agendadas previamente (exceto finais de semana e feriados);
  • Menores de 6 anos;
  • Maiores de 60 anos;
  • Pesquisadores devidamente autorizados;
  • Portadores de deficiência física;
  • Servidores públicos quando no exercício de suas funções;
  • Os guias de turismo e motoristas de excursões quando em serviço no Parque;
  • Os escoteiros quando em atividade de educação ambiental e em grupos agendados.

Equipamentos importantes:
Roupas leves, calçados adequados e confortáveis, protetor solar, chapéu e máquina fotográfica são importantes para uma boa caminhada.

Atividades proibidas:

  • Qualquer tipo de comércio ambulante na área do Parque;
  • Atividade esportiva, desportiva com caráter competitivo ou similar (rapel, rally, MotoCross, corrida de aventura e outros) que possa incorrer em danos ao Parque;
  • O ingresso e a permanência no Parque de pessoas portando armas, materiais, ou instrumentos destinados ao corte, caça, pesca, equipamentos que causem distúrbios sonoros, ou qualquer outra atividade que possa provocar prejuízo aos recursos naturais, com exceção para o pessoal autorizado pelo IAP, relacionados a trabalhos de pesquisa, fiscalização, vigilância e manutenção;
  • Caça, pesca, coleta e apanha de peças do meio físico e de espécimes da flora e da fauna em todas as zonas de manejo, ressalvadas aquelas com finalidades científicas, desde que autorizadas pelo IAP – Departamento de Unidades de Conservação da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas (DIBAP);
  • Alimentar animais;
  • Consumir bebida alcoólica no Parque;
  • O uso de fogueiras;
  • Fazer churrascos;
  • Acampamentos;
  • A entrada de animais domésticos.

Observação: Qualquer dano promovido pelo visitante sujeitará o mesmo às sanções previstas na legislação ambiental vigente. 

Para a sua segurança:

  • Obedeça a sinalização e a orientação dos funcionários e voluntários;
  • Evite caminhar sozinho ou em grupos muito grandes;
  • A visita ao Parque é realizada por trilhas. Evite danos ao meio ambiente permanecendo nas trilhas indicadas;
  • Em caso de acidente, procure avisar a administração do Parque o mais rápido possível;
  • No Parque há telefone público e o sinal para celular é bom;
  • Há um sistema de rádio comunicação que auxilia em casos de emergência.

Outras orientações:

  • Caminhando somente pelas trilhas você estará contribuindo para a conservação dos ecossistemas do Parque;
  • Traga seu lixo de volta;
  • Procure andar sempre em grupos pequenos;
  • Procure andar em silêncio, contemple a natureza, tire apenas fotografias;
  • Há, no Centro de Visitantes do Parque, uma lanchonete que dispõe de água, sucos, refrigerantes, sorvetes, salgados e lanches. Algumas opções de restaurantes são encontradas na área de entorno do Parque;
  • O Parque conta com uma equipe de voluntários que monitoram as trilhas e os orientam durante sua visita.

 

 

GALERIA DE IMAGENS

  • Parque Estadual de Vila Velha - Arenitos
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    Parque Estadual de Vila Velha - Passeio noturno
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    Parque Estadual de Vila Velha - Fauna
    Parque Estadual de Vila Velha - Furnas
    Parque Estadual de Vila Velha - Lagoa Dourada
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    Parque Estadual de Vila Velha
    Parque Estadual de Vila Velha - Taça (Arenito)
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    Parque Estadual de Vila Velha - Trilha de passeio
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    Parque Estadual de Vila Velha - Arenitos
    Parque Estadual Vila Velha, localizada nos Campos Gerais no município de Ponta Grossa no estado do Paraná.//Na foto vista dos arinitos do parque,// Foto Denis Ferreira Netto.
    Parque Estadual Vila Velha, localizada nos Campos Gerais no município de Ponta Grossa no estado do Paraná.//Na foto vista dos arinitos do parque,// Foto Denis Ferreira Netto.
    Parque Estadual de Vila Velha - Arenitos
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