Parque Estadual do Lago Azul

Parque Estadual do Lago Azul (PELA)

 

Localização:
Campo Mourão e Luiziana

Horário de Atendimento:
De terça a sexta-feira, das 9h às 17h. Sábado, domingo e feriados: das 14h às 17h.

Gerente:
Rubens Lei P. de Souza

Contato:
E-mail: rubensps@iap.pr.gov.br ou pelagoazul@iap.pr.gov.br

Como chegar:

Siga pela BR-487 (sentido Campo Mourão a Iretama). Percorrendo cerca de 10 km você vai passar pelo Parque Industrial da COAMO e pela barragem da Usina Mourão. A primeira entrada à esquerda após a Barragem é o acesso ao Parque.

 

A história do Parque Estadual Lago Azul está intimamente relacionada com o processo de implantação da Central Hidrelétrica Mourão, idealizada com a finalidade de atender ao grande desenvolvimento de algumas localidades situadas no Norte do Paraná. Sua origem data o ano de 1949 quando o Governo do Estado solicitou ao Governo Federal a concessão para o aproveitamento da energia hidráulica do Rio Mourão. Essa solicitação era para promover um aproveitamento progressivo da potencialidade do Rio Mourão, a partir do Salto São João, denominação que o empreendimento teve à época.

Mesmo com os prejuízos ao meio ambiente decorrentes da instalação da Usina Hidrelétrica Mourão, o seu reservatório bem como seu entorno, passaram a constituir-se em um patrimônio natural de grande potencial turístico e de recreação para a região.

Preocupados com esses problemas os municípios e instituições públicas e privadas, envolvidos direta ou indiretamente com o Lago Azul, desde décadas passadas têm levado a várias iniciativas no sentido da conservação e do uso mais racional dos recursos naturais do lago e do seu entorno.

Ao longo das décadas seguintes as preocupações continuam e com o apelo da sociedade tem-se a criação do Parque Estadual Lago Azul, concretizado pelo Decreto nº 3.256 de 30 de junho de 1997 com uma área de l.749,01 ha, localizada nos municípios de Campo Mourão e Luiziana.

A Unidade de Conservação é uma zona de transição de florestas, fica dentro da área da Usina Mourão. A área do Parque tem quase dois mil campos de futebol e é formada por dois tipos de floresta: a estacional semidecidual, onde predominam espécies como perobas, cedros e ipês; e a floresta ombrófila mista, reino da araucária e espécies a ela associadas.

 

Para o visitante existem duas opções de trilha, a Peroba (3.850m) e a Aventura (3.200m). A Trilha Aventura só é liberada para maiores de 14 anos e em dias secos, que é quando o trajeto não oferece riscos à segurança dos visitantes. Em dias de chuva e alguns dias posteriores a ela, por exemplo, fica proibida a visitação nesta trilha pelo fato dela estar escorregadia.

A Trilha Aventura faz jus a esse nome. No percurso o visitante caminha por entre as trilhas e por dentro do rio, passam por duas quedas d’ água, por um pedaço dos quase 4 km dos dutos da usina mourão que movimentam as turbinas logo abaixo e resquícios de uma antiga usina existente no local. Os passeios ocorrem a partir das 14 horas (saindo da sede do Parque às 14h30) levando de 1h30 a 2 horas para ser concluída.

Apesar de ser quase a mesma distância (apenas 650m a mais) a Peroba tem um percurso mais suave. Ela passa por trilhas em meio a mata, áreas abertas, resquícios de cerrado, uma pequena cachoeira, um grande lago e viveiro de mudas.

 

A intensa pressão antrópica na região, como por exemplo, o desmatamento progressivo, a caça, a fragmentação dos remanescentes florestais e outros, induziram o processo de extinção local de várias espécies relacionadas, é possível que exista uma quantidade maior de espécies ameaçadas, não havendo, no entanto, informações atualizadas sobre o status de espécies de vários grupos, como anfíbios, répteis e artrópodes em geral.

Bugio (Alouatta guariba), Tapiti (Sylvilagus brasiliensis), Paca (Agouti paca), Lontra (Lontra longicaudis), Gato-do-matopequeno (Leopardus tigrina), Jaguatirica (L. pardalis), Onça-pintada (Panthera onca ssp.), Anta (Tapirus terrestris), Queixada (Tayassu pecari), Araçari-de bicobranco (Pteroglossus aracari)

 

Indispensável: Água, repelente, protetor solar e roupas confortáveis.

Calçados: Recomenda-se calçados sempre fechados e confortáveis.

Bolsas: Levar apenas o que for realmente necessário. Acredite, até o fim da trilha o peso pode mais do que triplicar.

Celulares, câmeras e filmadoras: Caso queira registrar esses momentos, se for pela trilha Peroba o equipamento não pode faltar. Agora se for pela Trilha Aventura deve se lembrar que irá passar debaixo d’água, então, se levar, é bom se prevenir com algo que proteja o equipamento.

Escolha das trilhas: a trilha aventura exige mais esforço físico e por esse motivo deve ser visto com o guia as características do percurso para avaliar se realmente vale a pena percorrê-lo no dia principalmente se houverem idosos e crianças no grupo.

Importante:  menores de 14 anos não podem fazer o percurso.