Parque Estadual do Monge

Parque Estadual do Monge (PEM)


Localização:
Lapa

Horário de Atendimento:
Todos os dias das 7h às 18h.

Gerente:
Adroaldo Antonio Rocha

Contato:
E-mail: adroaldoar@iap.pr.gov.br
Telefone: (41) 3622-0967

 

Como chegar:

Acesso pela Rodovia do Xisto BR-476 e no perímetro urbano da Lapa, pela Avenida Getúlio Vargas. Por via aérea o acesso deve ser feito até Curitiba, e por via terrestre até a cidade da Lapa. Curitiba possui vôos regulares para São Paulo e Brasília, onde é possível fazer conexão com todas as cidades atendidas pelo transporte aéreo no Brasil e também fazer conexão para voos internacionais.

 

 

O Parque Estadual do Monge está localizado no município da Lapa, a aproximadamente 3 km da sede, na transição do Primeiro para o Segundo Planalto paranaense, coordenadas geográficas 49º41’ de Longitude Oeste e 25º47’ de Latitude Sul, limitado, de acordo com o antigo Instituto de Terras e Cartografia do Paraná, ao norte com as terras de Francisco Braga, terras da Prefeitura Municipal da Lapa, Francisco Caneppele, Silvio Scardanzan e João Gaúcho, a leste com as terras de Francisco Vidal, Arthur Vidal, Manoel Ton, Vitório Augusto Zappa, Rodolfo Franck, Natal Ton, Pedro Mendes, Ambrósio Hoffman, Alfredo Hoffman e Sezefredo Marback, ao sul com as terras de Luiz Antonio Luiz Piovezan e Ary Martiniano Campanholo e a oeste com as terras de Irmãos Colle, Aurélio Bortoletto, Leonildo Valeschi, João Valescki, Vicente Binhara, João Hoffman, Francisco Bonkoski, Fernando Alberto Weinhardt, Augusto Ganzet, Maria da Luz S. Siqueira, Artur Maria Ganzet e Jorge Sera.

Segundo WACHOWICZ (1988), desde os meados do século XIX até as primeiras décadas do século XX, os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul eram percorridos por indivíduos conhecidos pelos sertanejos como “monges”. “Cultivavam barba longa, sandálias em couro cru, barrete (gorro, pequeno chapéu) de pele de onça, bordão (cajado) na mão e um terço pendurado no pescoço, vivendo normalmente entre áreas de floresta e grutas”. A presença de tais personagens enigmáticos acabaria impressionando a mente dos sertanejos.

Entre os “monges”, três tiveram uma passagem mais significativa pela região da Lapa e de outras terras do Paraná e de Santa Catarina. O primeiro, João Maria d’Agostini, imigrante italiano que viera ao Brasil em 1844, teria sido realmente um frei da ordem de Santo Agostinho, pois houvera pregado na Matriz da Lapa em 1845. Em sua prática apostólica, costumava percorrer os estados do sul, a fim de despertar nos homens a prática do bem, orientando e receitando ervas medicinais às pessoas que o procuravam, deixando cruzes noscaminhos por onde passava. Pela sua prática, os caboclos atribuíam-lhe curas milagrosas, denominando-o de “São João Maria”. Sua morte esteve envolta em mistérios e nunca se soube como ou onde havia morrido.

Após o seu desaparecimento, ficou a expectativa de seus devotos de que um dia o “monge” voltaria à região, surgindo então, o segundo “monge” personificado em Anastás Marcaf, que havia chegado à Lapa em 1894 com as tropas de Gumercindo Saraiva, durante a Revolução Federalista. Como havia conhecido pessoalmente João Maria d’Agostini, acabou agregando o modo de vida do antigo “monge”, intitulando-se “João Maria de Jesus”. Como um homem pacífico, não interferia nas práticas religiosas da região, adotando uma orientação religiosa pessoal. Dos três “monges” que passaram pela Lapa, foi o que conseguiu deixar maior influência na população sertaneja. Morreu em Santa Catarina em 1906.

Já o terceiro “monge”, Miguel Lucena de Boaventura, apareceu num momento de tensão política e social provocado pelo Contestado1, envolvendo os governos do Paraná e de Santa Catarina e que atemorizava a população sertaneja. Através de seu carisma, acabaria atraindo simpatizantes, descontentes com o regime governamental da época, injustiçados, perseguidos, desajustados, desempregados, foragidos da lei, dando-lhes instrução militar, armando-os com espadas, facões, pica-paus e garruchas. Seus seguidores eram conhecidos como “pelados” e seus adversários como “peludos”.

Como “monge” guerreiro, surgiu inicialmente em Palmas, reaparecendo nos sertões de Campos Novos, auto-denominando-se de José Maria de Agostinho, irmão do falecido João Maria d’Agostini (primeiro monge). Utilizando-se de técnicas de persuasão empregadas pelo primeiro “monge”, como chefe e guia, realizava rezas e “milagres”, no entendimento dos caboclos da região. Estabeleceu áreas de resistência, conhecidas como “quadros santos”, compondo igualmente uma guarda pessoal integrada por 24 sertanejos, denominada de “os doze pares de França”.

O número de adeptos cresceu rapidamente e, apesar dos ideais de “resistir e não atacar”, acabaria se envolvendo em atritos com autoridades catarinenses e paranaenses. Instalado-se com seus “fanáticos” no Paraná, nos Campos do Irani, atual território catarinense, seria atacado pelo Coronel João Gualberto, em combate em que ambos acabariam sucumbindo em 1912. A memória do “monge”, aliada ao misticismo e fanatismo, seria ainda invocada pelos remanescentes “fanáticos” em vários conflitos bélicos até que o último reduto de resistência cabocla fosse vencido. Como saldo, a morte de milhares de pessoas, entre oficiais, soldados e sertanejos, talvez fosse evitada se o governo da época tivesse ouvido as vozes daqueles que clamavam por terra e assistência social - ideais desvinculados do fanatismo religioso, que conduz outras milhares de vidas à extinção.

 

Gruta dos Monges - Uma das principais atrações dos parques é a Gruta do Monge. Local de peregrinação religiosa atrai milhares de fiéis. Neste espaço, viveu por algum tempo o Monge João Maria D'Agostinis, que se dedicava ao estudo das plantas da região, medicava enfermos, realizava profecias e fazia orações, razão pela qual é procurado e visitado por grande número de pessoas que buscam neste local, a cura para seus males. Isto justifica a presença de milhares de ex-votos e romeiros, movidos pelos fenômenos extraordinários evidenciados pelo poder da fé.

Chega-se à Gruta por uma extensa escada em pedra, próxima ao Mirante, que desce a uma fonte de água pura. Uma das trilhas que tem início neste espaço leva à "Pedra Partida" grande salão feito de pedra com uma fenda, ocorrido através do desgaste da pedra ao longo de milhares de anos.

Mirante - Estrutura em concreto, com piso em deck de madeira ecológica e guarda corpo metálico que proporciona ampla visão da cidade.

Trilha da pedra partida - A “Pedra Partida” é um grande salão feito de pedra que possui uma fenda, originada devido ao desgaste ao longo de milhares de anos. O atrativo é considerado, pelos visitantes, um local onde é possível ver a imagem do Monge. A trilha tem início na Gruta do Monge e estende-se até às formações areníticas. Após a revitalização, a trilha foi estruturada com guarda-corpo e, em alguns trechos, com plataformas metálicas para maior segurança dos visitantes e como forma de proteger o arenito. O tempo de caminhada nessa trilha é de 1 hora (ida e volta), numa extensão de aproximadamente 450 metros.

Espaço Monge - É uma área dedicada à meditação, oração ou culto de qualquer natureza. Foi implementada no processo de revitalização com o objetivo de valorização da imagem do Monge no parque. Além disso, possui um espaço para o acendimento de velas e acolhimento dos objetos deixados pelos devotos em sinal

 

No Parque Estadual do Monge abriga espécies da fauna como: cachorro-do-mato, lobo-guará, irara, furão, lontra, gato-mourisco, cutia, curicaca, garça-vaqueira, jacuaçu, saracura-do-mato, asa-branca, beija-flor-preto, martim-pescador-pequeno e outros.

A flora da região é formada por erva-mate, pinheiro-do-paraná, gerivá, ipê-roxo, carvalho-brasileiro, canela, canela-branca, imbuia, cedro-branco, Cambuí e outros.

 

Lembretes

  • Contribua com a conservação do Parque andando somente pelas trilhas sinalizadas e locais de descanso permitidos;
  • Traga seu lixo de volta;
  • Procure andar sempre em grupos pequenos;
  • Procure andar em silêncio, contemple a natureza, tire apenas fotografias.

 

Equipamentos importantes: É muito importante levar água e lanches. Calçados adequados e confortáveis, roupas leves, protetor solar, repelente, chapéu e máquina fotográfica são importantes para uma boa caminhada.

 

 

GALERIA DE IMAGENS

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