Rede de apoio: atendimento à fauna silvestre aumenta 61,3% em um ano no Paraná 18/02/2026 - 16:50

O Governo do Paraná registrou recorde de atendimentos a animais silvestres no ano passado. A rede de proteção coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), realizou 6.025 atendimentos, um aumento de 61,3% em relação a 2024 (3.735 registros).

O levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) pelo órgão ambiental levou em consideração tanto os 4.189 atendimentos prestados pelos escritórios regionais (69,5%) quanto os 1.836 animais socorridos por entidades conveniadas, como os Centros de Atendimento à Fauna Silvestre (Cafs) e os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Na divisão por regiões, o Centro de Atendimento à Fauna Silvestre (Cafs) do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), de Londrina, no Norte, liderou o ranking de procedimentos, com 1.169 animais silvestres socorridos, cerca de 19% do total. A sede do Instituto, em Curitiba, resgatou 977 animais. Outros espaços que se destacaram foram os núcleos regionais de Maringá, no Noroeste, com 589 animais; Cascavel, no Oeste, com 585; Foz do Iguaçu, também no Oeste, com 462; e Umuarama, no Noroeste, com 229.

Já levando em consideração os espaços conveniados, além do Cafs de Londrina, foram registrados atendimentos no Cetas da Unicentro, em Guarapuava, na região central, com 574 animais; no Cafs do Parque das Aves, em Foz do Iguaçu com 59; no Cetas Campos Gerais, em Ponta Grossa, com 13; e no Cafs da Univel, em Cascavel, com 11.

Em relação ao perfil da fauna atendida, a maior parte foi de aves, totalizando 4.111 indivíduos (68% do total). Em seguida, figuram 1.421 mamíferos, 491 répteis e dois invertebrados terrestres. “A coexistência com esses animais exige a criação de um ambiente onde humanos e a vida selvagem possam viver lado a lado, por meio da educação ambiental e de estratégias de comunicação que engajem a sociedade a respeito do tema. Além disso, é claro, é importante a adoção de práticas de manejo que minimizem conflitos humano-fauna”, afirma a bióloga da Diretoria do Patrimônio Natural do IAT, Nathalia Colombo.

COMO FUNCIONA – Segundo a Instrução Normativa 06 de 2025, o Cafs é um local preparado para receber, identificar, marcar, triar, avaliar, estabelecer tratamento veterinário e destinação para animais silvestres acolhidos por órgão ambiental em ações de fiscalização, resgates ou entrega voluntária por particulares.

A permanência dos animais depende do tempo necessário para sua recuperação. O destino pode ser a soltura no habitat natural ou, quando é um risco para a sobrevivência deles devolvê-los para a natureza, são encaminhados a empreendimentos licenciados pelo IAT, ou mantenedores individuais, igualmente habilitados pelo órgão ambiental.

Os atendimentos variam a cada caso, mas consistem na avaliação do animal e, se preciso, o tratamento de doenças, acompanhamento biológico, uso de medicações e curativos e procedimentos cirúrgicos. Esse tipo de atenção ajuda a proteger a fauna silvestre e a prevenir o aumento de animais em risco de extinção.

A rede de apoio à fauna silvestre criada pelo Governo do Estado conta atualmente, com o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), localizado no campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) de Guarapuava, na região Central do Paraná; por cinco Cafs, frutos de convênios entre o IAT e instituições de ensino como o Centro Universitário Filadélfia (Unifil), de Londrina, Centro Universitário de Cascavel (Univel) e Unicesumar, de Maringá; com o Parque das Aves, de Foz do Iguaçu; e com a Prefeitura de Curitiba; além do acordo com o instituto ambiental Klimionte, de Ponta Grossa, responsável pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

AJUDE A FAUNA – Ao avistar algum animal silvestre ferido ou para denúncias de atividades ilegais contra animais, entre em contato por meio da Ouvidoria do Instituto Água e Terra. Se preferir, ligue para o Disque Denúncia 181. Informe de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.

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